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CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA GANHAM ESPAÇO ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS E PROMETEM EFICÁCIA NO MERCADO DE TRABALHO.


Matéria veiculada no Correio Braziliense – DF destacam a tendência dos jovens brasileiros na escolha por um curso superior de Tecnologia. Veja a matéria na íntegra abaixo:

 

Escolha Fértil

Veículo: Correio Braziliense – DF

Data: 14/03/2010


Quase 30% dos participantes do ENEM escolheram matricular-se em cursos superiores tecnológicos. Sinal de que os jovens estão percebendo o valor desses certificados no mercado.

A disputa acirrada por cursos tradicionais de graduação, como direito, relações internacionais e medicina, é recorrente nos vestibulares de todas as universidades. Mas há quem pense a carreira de uma forma alternativa. Tendência que já aparece nas estatísticas. O número de estudantes matriculados em cursos superiores de tecnologia não para de crescer no país. Os últimos dados divulgados pelo MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) apontam que, no Sistema Unificado (Sisu), 28% do total de inscritos optaram, neste ano, pela formação superior de curta duração. Das 793 mil inscrições, 222.571 foram destinadas às instituições componentes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Nove mil matrículas foram efetivadas.

Os preconceitos e receios sofridos pelos cursos tecnológicos foram fatores predominantes para a baixa procura por essa formação durante anos. Mas a funcionalidade e as vantagens cada vez mais evidentes desse tipo de qualificação têm mudado essa história. O fator principal na hora da escolha é a ligação mais direta com as demandas do mercado de trabalho. Coordenador-geral de regulação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Feres vai além. Para ele, o atual quadro tem relação direta com o crescimento do Brasil. "A graduação tecnológica é estratégica para um país em desenvolvimento como o nosso", explica.

No Distrito Federal, existe apenas uma faculdade que adota o Sisu como critério para aprovação de alunos. O Instituto Federal de Brasília (IFB) disponibiliza o curso de agroecologia no câmpus de Planaltina. No entanto há expectativa de que dois câmpus sejam inaugurados, ainda neste semestre, em Taguatinga e no Gama. Samambaia e Brasília também receberão instalações da IFB, mas apenas em 2011.

Michelli Ribeiro tem 21 anos, já é graduada em geografia, foi aprovada pelo Sisu e agora começou o curso pelo Instituto. "Tenho a possibilidade de atuar de forma mais prática. Em três anos, estarei no mercado de trabalho", aposta. Além disso, ela explica que escolheu o novo curso para ganhar espaço em mais áreas de atuação. "A questão ecológica está em alta. Aqui, aprendemos as formas de produção agronômicas de forma sustentável", explica.


Retorno certo


Como normalmente não existem formações tradicionais nas áreas tecnológicas, a recepção dos tecnólogos no mercado pode ser maior do que de muitos graduados. Prova disso está no relatório publicado pela Área de Avaliação Institucional do Centro Paulo Souza - autarquia do governo paulista. O estudo revela que 85,8 % dos formados pelas ESCOLAS TÉCNICAS do estado possuem vínculo formal de trabalho. Michelli espera resultados tão atraentes também em Brasília. "Não tem tecnólogo em agroecologia na nossa região. Tudo é novo nessa área e o mercado de trabalho se torna promissor", acredita.

O diploma de um curso tecnológico tem a mesma validade de um bacharelado ou uma licenciatura, o que permite ao formado participar de concursos públicos de nível superior, mestrados ou doutorados, por exemplo. Para o secretário de Educação Profissional do MEC, Eliezer Pacheco, o mercado já não absorve tanto os bacharéis e sente falta de um perfil mais técnico em seus profissionais. "Por isso, os centros de ENSINO SUPERIOR de todo o Brasil estão se abrindo a nova modalidade", acredita.

Ao todo, 26 instituições integrantes da rede federal de ensino tecnológico aderiram ao sistema. Juntas, elas oferecem cerca de 20% das 47,9 mil vagas disponíveis nas 51 instituições de ensino que utilizam o Sisu como forma de vestibular. "As instituições privadas têm percebido que é preciso se renovar por meio dos cursos tecnológicos e nos procuram afirmando que as modalidades tradicionais já não atraem estudantes da mesma forma que alguns anos atrás", conta Feres, coordenador-geral de regulação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

 

Rede de vagas

O IF Sudeste MG Campus Muriaé é uma das instituições que opta pela oferta de cursos de tecnologia, tendo começado pelo curso de Tecnologia em Design de Moda neste 2010. Das 36 vagas ofertadas para esta primeira turma , 18 foram disponibilizadas para o SISU e 18 foram para o processo de seleção Vestibular, alcançando o índice de 8,64 candidatos/vaga. É a Rede de Educação Profissional contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva local.

 
 
 
 
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